quarta-feira, agosto 25
terça-feira, julho 27
A Generosidade
Generosidade é o contrário do egoísmo, a virtude do Dom [Dom do dinheiro ($) e Dom de si (magnanimidade)]. Não pode ser considerada prazer, já que o amor e a alegria caracterizam o prazer, generosidade é outra coisa. Um desejo pelo qual um indivíduo, a partir da razão se esforça em estabelecer laços de amizade com outros. As ações que visam apenas à utilidade do agente referem-se à firmeza. Os que visam igualmente à utilidade de outrem se refere-se à generosidade.
É o desejo e não a alegria. E a alegria é o que distingue a generosidade da caridade. A alegria é amizade compartilhada. O ódio deve ser vencido pelo amor, a tristeza pela alegria, e é o papel da generosidade esforçar-se para que isso ocorra.
Ser generoso é esforçar-se por amar e agir em conseqüência disso.
A generosidade não nos dá ao luxo de obtermos a beatitude nem a eternidade. O que intervém é uma moral da generosidade, que conduz a uma ética do amor.
Aquele que não é generoso é identificado como baixo, covarde, vil, mesquinho, avarento, egoísta... E a generosidade é o que separa as virtudes baixas, e nos liberta delas.
Generosidade somada à coragem pode ser heroísmo; somada à justiça se torna equidade; somada à compaixão, benevolência; somada à misericórdia vira indulgência; e somada à doçura, generosidade se chama bondade.
sexta-feira, julho 2
terça-feira, junho 29
Eu trabalho de Domingo.
Mas hoje, não é essa a minha principal reclamação. O fato é que eu trabalho no restaurante dos meus avós há três anos, de Domingo, e tenho muita coisa para contar, porque acreditem, não é um emprego normal.
Não vou começar a discorrer sobre tudo. Vou direcionar meu texto e o foco dessa vez é:
TIPOS DE CLIENTES (e suas façanhas)
Sim. Porque eles surpreendem. Eles enervam. Eles divertem. Eles podem ser divididos em grupos.
Para vocês entenderem melhor o drama, aí vai uma rápida explicação sobre em que consiste meu trabalho: O esquema é tipo Spoleto, ou seja, o cliente monta sua própria massa. Eu sou a mocinha que coloca a massa no prato e depois na água quente e que coloca os ingredientes que ele escolher na frigideira. Só isso. Só isso? É o bastante, obrigada.
Tipo 1. Madrugador
Esse é aquele que chega cedo. Antes de mim. Antes do Venâncio (Sim, o nosso fogão tem um nome). Daí ele fica lá, horas esperando, contentando-se com porpetones e pão italiano. Quando a gente chega, ele fica ligadão, seguindo a gente com os olhos, enquanto preparamos as coisas. Sinto-me como uma lasanha. Não tiro a razão dele como cliente, ele foi lá, ele quer comer. Mas eu tiro a razão dele como pessoa, afinal QUEM ACORDA CEDO EM UM DOMINGO? Quando ele me vê colocando a luva, ele levanta, como quem não quer nada. Começa a rodear. Eu finjo que não vejo, afinal, eu já to puta da vida às 11am. Quando eu vou atendê-lo, ele já está tão ansioso que eu sinto que o momento mais feliz do dia dele é quando eu profiro a frase: “Bom dia, qual é a massa?”
Tipo 2. A criança
Eu estremeço quando elas chegam. Eu sei que vai dar merda. Umas já chegam colocando a mão no macarrão cru e comendo assim mesmo. Outras ficam mudas e as mães insistem que elas escolham o que elas querem. Dá vontade de falar: Minha senhora, se eu for ter que esperar tua filha abrir a boca pra falar que ela quer calabresa, me avisa que eu vou ler meu livro. Mas as piores são aquelas decididas, independentes, faladeiras. Elas já começam pecando na quantidade. Qualé, eu sei que uma criança não come muito. Um macaco treinado da NASA sabe. Então eu coloco pouco achando que né, ela não vai perceber, ou vai achar normal, mas não. Criança esperta é um inferno. Ela diz: “Não tia, eu quero mais”. Eu coloco. “Mais”. Eu coloco mais um fio de espaguete. “MAIS”. O prato transborda e eu começo já a pensar em dar uma lição de moral naquela criaturinha sobre crianças na África e afins.
Tem aquelas que não comem. Elas só ficam uma hora e meia ao lado do fogão, vendo meu pai tirar fogo do macarrão e gritando: IIhulllllllllll!!! Yes!!! Legal!!! E dando aqueles gritinhos fininhos que só os cachorros ouvem. Resumindo: NÃO SEI LIDAR.
Tipo 3. Os cegos
Não aqueles que têm cegueira mesmo. Mas aqueles que não sabem muito bem interpretar a imagem de um tomate seco, então eles perguntam: Isso é tomate seco? E eu: É. Até aí tudo bem, mas temos quase quarenta condimentos. Ele faz isso com pelo menos 70% deles. Agora, se fosse só eu ficar falando: É. É. Isso mesmo. Aham. Ok... Mas tem aqueles que chegam e falam: “Que que isso aqui?” Vou confessar agora, que, nesse momento, eu também tenho uma crise de interpretação, afinal, que que isso aqui o quê, meu filho? Os potinhos? Você quer saber o que se faz com isso? Você quer saber pra que servem, no que a gente usa? “Não moça, quero saber o que são” Todos? Você não sabe o que é nada? Desculpa mas, está meio que na cara que isso é azeitona... “É, todos.” E lá vai a camela aqui, falar o nome de quarenta comidas. Só que tem uma coisa: Quando eu começo, eu termino. Não importa que ele me interrompa, eu falo o nome dos quarenta. Não deixo ele falar. Nisso eu já estou vermelha e sem ar de raiva.
Tipo 4. O Jonas
Ele está sozinho no grupo. Porque ele é o Jonas. Ele chega, fala oi e como se já soubéssemos o que temos que fazer diz: "Já sabe, né? Hoje é talharine." Ok, eu não sabia, mas.... O que ele espera é que façamos a massa dele, que guardemos ou adivinhemos o que ele quer, que levemos na mesa para ele, tudo isso em meio à uma fila gigantesca. Ou seja: É humanamente impossível. Daí, né, a gente esquece. Então ele vem, cortando a fila, o que é um ultraje lá no restaurante (velhinhas de oitenta anos esperam pacientemente) e fala: E aí, cadê meu macarrão? Nesse momento que eu sei que eu me fodi, porque eu sei que o meu pai vai virar e falar: Faz o macarrão do Jonas. Querido papai, eu já teria feito se 1. EU SOUBESSE O QUE ELE QUER COMER (Vai que eu coloco azeitona e o cara é alérgico? E me desculpa, mas não sou obrigada a decorar o prato que o cara faz, NÃO SOU OBRIGADA nem que ele viesse todo Domingo) e 2. Ele pegasse a fila (ele não paga a mais, ele não tem problema nas pernas. Não existe razão para que ele não pegue a fila)
Tipo 5. As namoradas
Eu poderia falar dos casais em geral, mas eles não são o problema, eles não me irritam. O que me irrita é um tipo específico de namorada: Aquela sem opinião. Quer dizer, ela não sabe o que ela quer comer. Aliás, ela sabe: Ela quer comer o que ele quer que ela coma. Tipo: Manda em mim, amor. Chega a vez dela, eu pergunto “Qual é a massa?”, o semblante dela se torna desesperador. Ela fica quinze minutos olhando os tipos de macarrão. Eu espero, olhando para as pessoas atrás dela na fila do tipo: Vocês estão vendo que é ela que tá demorando. Então ela resolve tomar uma atitude muito madura: “Ai mô, faz pra mim”. Percebe-se que o cara bufa por dentro. Ele não tem paciência, ninguém tem né, vamos combinar. Ele começa: “Ah, põe... Põe salsinha, cebola, queijo... Põe aí....” Só falta falar: “Que se foda seu macarrão, amor, eu quero é comer o meu e só.” Esse é o tipo de preparo que demora uns cinco minutos, no mínimo.
Bom, existem mais zilhões de tipos, e eu vou colocando. Pode ser que esteja surgindo uma nova série.
Lembrando que “Gambiarras de vovô” não está extinta! Tenho muitas novidades.
Ah, para vocês entenderem bem como funciona, vai o link da propaganda do meu restaurante: http://www.youtube.com/watch?v=q-OUgohe-ik
terça-feira, junho 15
Efeito futebol.

sexta-feira, junho 11
Propaganda Básica
Tenho bons motivos.
Muito trabalho nessa vida dura...
Aproveitando o momento, aqui está o teaser do curta-metragem no qual eu venho trabalhando (e a principal razão por eu não ter postado em dia).
Fiquei muito feliz quando, no dia 07, o vídeo atingiu mais de 500 exibições e foi o 6º mais assistido em sua categoria no Brasil.
Não dá pra ver muito bem aqui, mas no Youtube fica show de bola (apesar de eu ter exportado numa qualidade ridícula).
Au revoir, Shoshanna!
terça-feira, junho 8
domingo, junho 6
Old Deuteronomy?
Para tanto, preciso ir ver todas as produções nacionais possíveis, e a de hoje foi CATS. Antes de tudo, saibam que já assisti o DVD com o melhor elenco já feito umas 7632 vezes e já tinha visto uma produção americana que tinha vindo para o Credicard Hall faz uns anos.
E olha, que orgulho dos brasilerinhos, viu?
A produção em si está impecável, como é de costume nas montagens da T4F, já que eles copiam cada poeira das montagens internacionais. A peça é fofíssima, como o esperado, e é muito difícil não se encantar com aquelas milhares de luzes piscando, e vinte gatos cantando e pulando durante 2h seguidas. Mas fiquei muito impressionado com a qualidade e o carisma do elenco: talentosíssimos, como era de se esperar, mas muito carismáticos. Para quem não sabe, em boa parte da peça os gatos passam pela platéia, falam com as pessoas, fazem gracinhas, enfim. Todos estavam tão à vontade, já dominando muito bem a peça a ponto de no intervalo eles liberarem o palco para a platéia visitar e conversar com o Saulo Vasconcelos (old Deuteronomy), não contentes, houve até um "ola" geral na platéia comandado pelo mesmo gato (genial!).
Claro que as crianças foram a loucura. Por sinal, achei uma montagem com um apelo infantil muito forte. E sim, achei isso bom, afinal é uma peça sobre gatos onde não acontece nada de muito concreto, então deixar as crianças felizes é uma boa.
Sobre a parte tensa (leia-se: a presença da Paula Lima) tive a sorte de ir a tarde e, portanto, assistir com a substituta (como tenho feito desde Miss Saigon). Adorei, Memory foi lindo e minha mãe até chorou. As traduções as vezes são um pouquito toscas, como: "Run Tun Tugger é um gato esquisito" (???), mas nada de trumatizante. Percebe-se porém, que Toquinho passou uns 3 meses fazendo Memory e 15 mnutos com músicas como "The old Gumbie Cat".
Mas saibam que o saldo foi bem positivo. Muito melhor que a versão que estava em tour mundial. Talvez pelo fato dos atores estarem acostumados com o teatro, ou pela presença de alguns nomes de peso no elenco. Muito bom, mesmo.
Acho que o uníco probelema é que CATS só pode ser assistido por quem gosta MUITO de musical, pois é tudo que a Broadway pode ser na vida, ou seja, entertainment puro. Não, você não vai sair transformado ou querendo reler todos os livros de filosofia contemporânea que você possui em casa, mas é sempre bom ver esse tipo de superprodução que enche os olhos.
Aliás, mesmo qeu você queira ser cult, vá ver. E depois, compre as edições completas dos poemas do T. S. Eliot e tente não lê-los com o ritmo das músicas da peça.
quinta-feira, junho 3
"Chacolando"
Mesmo com nossa situação medíocre com este blog, estamos ganhando seguidores! Já são 8! Muito (o)brigada senhores
Agora vamos arrumar isto aqui, começando pelo Carelli, querido, você continuará por aqui ou não?

Agora vamos "chacolar" como diria minha avó boa, ou seja "conversar". Não sei o porquê dela associar uma coisa a outra, em alguma língua "chaco" é falar? Ou algo parecido? Não sei mesmo.
Pois é, preciso finalizar neste feriado dois seminários de temas interessantíssimos, Xenofonte - "A retirada dos dez mil" e "Se deus existe" - Teologia. E quem disse que consigo? Nada. Vou morrer na internet hoje até a madrugada.
Operei ontem. Saíam dessa. Vou contar a história; Sábado lá estava eu na aula de Teologia feliz e contente, tchurururu e AH!! Um pedaço de madeira entrou na minha coxa! - Eu estava de meia-calça. Doeu, ai. Fui no banheiro, beleza sangue, tirei, tudo bem.
Ficou uma marca de sabado para domingo, mas segunda-feira... Ahhhh o que é isso? Uma bola, não muito grande, vermelha, com uma pequena pontinha escura e doendo bastante. Vou superar, que venham as pomadas...
Terça de noite decidi ir ao hospital, a mulher me passou na frente de 2hs de espera, olhei para minha mãe; "Vou morrer. É isso. Só pode ser um tumor, por que ela passou a gente na frente?!" "Acho que você vai mesmo filha, ou é AIDS, é AIDS? Você tem se prevenido?" "Tá mãe, chega agora. Não é AIDS, mas olha vai preparando as minhas coisas, porque olha, eu já era".
Bom, o médico me deu um remédio e falou que eram bactérias.
Quarta; dor insuportável. Decidimos em ir numa médica específica de pele e tals, cheguei. Ela olhou. Vamos operar isso agora.
Sentei na mesa da suposta cirurgia rápida e fácil; "Olha moça, não vou olhar porque eu tenho agonia, e eu não gosto de anestesias, então seja legal." "Sem problemas".
Sem problemas o caramba! Primeira anestesia, morri em litros e litros, ela enfiou a agulha no meio do negócio que já doía muito. Ai ela me fala: "Ai não" e eu "Ai não o quê??" - de olho fechado. "É muito maior do que eu pensava, a anestesia está voltando, vou ter que aplicar mais".
Resultado: Seis agulhadas incrivelmente brutais em mim.
Okay, ela cortou e começou a espremer. Eu pensei, se tem anestesia não vou sentir. Mentira de novo. A maior dor que eu já senti na minha vida, pode ser que não seja muito para alguns de vocês se já tiveram pedra no ruim, cancer, sei lá, mas foi.
Doeu muito. A assistente me começa: "Meu deus, ah não, meu deus! Como você está aguentando isso? Nunca vi tanto... oh!" eu: "Moça, sério. Eu já to gritando, já to morrendo, para!"
Resultado; minha medicação que era para ser um comprimido transformou-se em dez, chorei horrores no carro - claro, eu não ia chorar lá né - Eu entrei para a história da clínica, to enfaixada, já devia ter tirado o curativo, mas estou com medo.
E essa parte de Um Violinista no Telhado, me fez muito feliz ontem.
terça-feira, junho 1
sábado, maio 29
Menos Gullar, bem menos.
sexta-feira, maio 28
Assim caminha a humanidade...
Não escrevi antes porque estive trabalhando e não consegui. Como isto está uma zona e o Fê não vai postar hoje; aqui estou.
Eu ia escrever algo diferente disto, mas ao ver o post do Sandro, decidi-me dividir outra coisa.
Decidi dividir um pensamento louco meu.
Uma vez quando estava lendo um livro do Jostein Gaarder, - não me lembro qual era, mas arrisco-me com “Pássaro Raro” -, ele lançou uma idéia logo de início que me soou surreal.
A idéia era a seguinte; o homem havia conseguido a viagem no tempo. Mas havia conseguido, principalmente, dobrar o tempo quantas vezes quisesse, em qualquer direção, de qualquer forma, logo você poderia escolher coordenadas e saber de qualquer coisa.
Por exemplo, alguém digita uma data e um lugar e automaticamente assistirá o que aconteceu ali. Como se houvessem câmeras de todos os ângulos possíveis, em todos os lugares, todo o tempo. E isto no livro tornou-se tão real, que ele lançou uma TV com esta abordagem, e a partir de então começaram os programas, pacotes, e shows.
Por exemplo; você podia assinar o pacote Vida de Sócrates; duração 7300hs ou 20h por dia durante 365 dias. Ou Garotas Nuas no Chuveiro no ano de 2007, São Francisco – EUA, em 720hs. Ou Decisões tomadas no Salão Oval da Casa Branca em 6500hs. Bom, o tanto que sua imaginação permitir.
Essa idéia é tão absurda, e tão inalcançável na minha mente que do jeito que as coisas estão indo, eu acredito que um dia isto possa acontecer. Que percamos toda, sem exceção, intimidade que hoje temos. Qualquer coisa que façamos hoje, achando que mais ninguém vê, ou que você presenteia uma outra pessoa, com aquele momento de intimidade, um dia será deturpada e colocado em um pacote como; Declarações de amor parte 54.
terça-feira, maio 25
I see you.
terça-feira, maio 18
Um post sobre nada
“E é aqui que nasce a religião, teia de símbolos, rede de desejos, confissão da espera, horizonte dos horizontes, a mais fantástica e pretensiosa tentativa de transubstanciar a natureza. “ –Rubens Alves

Não tenho ainda nada pronto para contar, mas as religiões e indignações vêm me invadindo. Nessa semana estávamos entrevistando um padre católico, e fizemos a querida pergunta; você gostaria de comentar algo sobre a Reforma Protestante?
E não é que a primeira frase dele foi: “Olha, precisava ter um monte de dinheiro”, eu já girei os olhos, tudo o que havia lutado para convencer meu grupo de seis pessoas onde três eram ateus loucos, a não cutucar o homem tinha ido por água abaixo. Tudo bem, foi difícil para todos se manterem em pé diante a câmera.
Fiquei com dó do padre depois de tudo, ele disse muitas coisas com noção, fez render do jeito que precisávamos a entrevista, mas a frase matou, me matou. Lógico, que agora eu só a digo no blog, para criticar. Admito, e pior, depois disso desembestei a fazer perguntas para extrair alguma outra visão absurda dele.
Estamos mergulhados em estudos de religiões e eu ainda de nada sei. Só o livro do Jostein Gaarder já li mais de uma vez, e ainda tenho um trilhão de dúvidas.
A verdade é que gostamos de cutucar, de não entender e depois fazer perguntas irreverentes e inconvenientes. Ou não.
Acabei não dizendo nada, isso sim. Passar bem.

Se liga só no que eu achei
Ela não só escreve de cabeça para baixo como também SÓ consegue escrever assim!
Tive que postar no dia errado de novo, mas essas coisas só acontecem no meio da semana...
segunda-feira, maio 17
Porque na minha familia, nada pode ser normal
- Agora não dá.
- Naná! Por favor, eu preciso muito que você venha aqui!!! – ERA O MEU IRMÃO, portanto, bem não urgente.
- Já já.
Levantei em um salto e corri, tudo isso inconscientemente. Não tive tempo e frieza de pensar e quase cai nas escadas.
quarta-feira, maio 12
Vale a pena tentar

Gosto porque "fez sentido"
Querem ouvir o que eu achei divertidíssimo e em breve escreverei um texto sobre?
Preste atenção nisso, você que se acha cara de pau.
Aula de Grécia Antiga – Como Psístrato subiu ao poder em Atenas (by meu professor lendo as palavras de Heródoto, incapaz de tecer uma blasfêmia ou insulto á qualquer coisa relacionado ao mundo grego, de toga)
A verdade é que Sólon estava no poder em 594 a.C, só que se cansou dos boatos que rondavam o Heládico, de tentar ajudar, fazer novas leis e ninguém dar valor. Quer saber? Vou viajar, ele pensou, vou conhecer o Egito. Arrumou suas malas e foi.
Enquanto isso, um zé ninguém chamado Psístrato teve uma idéia que julgou genial. Foi até os campos, fez ferimentos em si mesmo, em alguns cavalos e mulas, e depois se vestiu para parecer um mendigo. Encaminhou-se para a Ágora de Atenas.
Chegando lá disse a todos; “Espartanos tomaram o poder! Salvem-se, concedam-me um exército e eu ajudarei!”. Perguntem-me se alguém foi conferir se tinha algum espartano na cidade... Não. Alguém se quer perguntou como ele sabia disso, ou quem ele era? Não. Simplesmente, acreditaram e ainda lhe deram o exército.
Psístrato se instalou na Ágora e disse “daqui eu não saio”, simples assim. E ele realmente ficou por lá um tempo, até que alguns atenienses decidiram parar e começar a agir racionalmente, se depois de semanas não havia tido um sinal sequer de espartanos e tinha um gordo morando na Ágora, havia algo estranho. Jogaram-no para fora.
Depois, Atenas teve um pequeno empecilho com a cidade de Mégara por causa da Ilha de Egina, e no meio da guerra adivinha quem aparece sem ser convidado – expressão real usada por Heródoto -, Psístrato. Este vem e ajuda-os a ganhar, tudo bem, mas agora pode voltar pra casa querido.
Sem se dar por vencido, caminhando pelos bosques ele encontra uma jovem muito bonita. E todo mundo sabe que se você encontra uma jovem bonita no bosque e quer subir ao poder, só há uma coisa a fazer; Vista ela como a deusa Atena, pinte-a de dourado para parecer que brilha, se vista com roupas de deus, coloque-a num carro e entre em Atenas coroando-a! – Lógico, eu pensaria a mesma coisa...
E como vocês devem imaginar, o povo ateniense achou digno, acreditou, fez todo o sentido do mundo e ele passou a ser senhor.
Quanto a Sólon, ele voltou da viagem achando que todos sentiam sua falta, mas quando viu o outro, simplesmente se retirou constrangido. - todinho.
terça-feira, maio 11
There goes my hero
5º Bill Bixby e Lou Ferrigno (Hulk)

Bill Bixby nem me marcou tanto, mal me lembro desse cara e nem sei se ele está vivo ainda. Mas Lou Ferrigno, pintado todo verde e arrancando portas e estourando paredes com certeza deu todo um status se falando de Hulk (Além interpretar o Hércules e o Sinbad um pouco depois).
4º Dolph Lundgren (O Justiceiro)

Assim, Dolph Lundgren é arroz de festa, certeza que todo mundo lembra-se dele no Rocky ('I must break you'), Soldado Universal ou He-Man em Mestres Do Universo. Lundgren ainda não sabia falar direito, mas a joselitagem do filme lhe deu certo crédito.
3º John Wesley Shipp (Flash)

Cara, acho que só eu vi essa série de TV, então o posto dele fica difícil de ser tomado pela falta de filmes desse herói. E também não me lembro do ator em nenhum outro filme/série, além de Dawson's Creek. Mesmo assim por muito tempo eu quis ser esse cara.
2º Michael Keaton (Batman)

Tudo bem que ele estava meio gordinho na época, aliás, ainda está, mas cara, a visão do Tim Burton me fez ver o Beetlejuice como Batman até hoje. Podem falar o que quiser, Christian Bale não me convence. Efeitos visuais não me convencem. E a era Val Kilmer e George Clooney foi palhaçada pura.
1º Christopher Reeve (Superman)

Kirk Alyn e George Reeves que me desculpem, mas o Christopher Reeve tem mais aparência de super-herói que todos. Nenhum Dean Cain, Tom Welling ou Brandon Routh (Super15) vai tirar o trono desse cara no quesito Superman, herói.
Bônus:
> Matt Salinger (Capitão América)

Velho, ele entrando sozinho em uma base nazista lotada, nem aí, jogando o escudo para todo lado foi demais assim. Tudo bem que o amarraram em um foguete depois. Eu só me lembro desse cara antes na Vingança dos Nerds; ele deve estar morando com o Shipp.
Nos primórdios tudo era legal, tudo era novidade... Agora tudo ficou tão high tech que perdeu a graça.
quarta-feira, maio 5
"Alimente-os e eles vão comer até que explodam”

Os primeiros fatos a serem notados em "Dogville" são; o filme é divido em atos, há um narrador e em toda a cidade não há cenário. A divisão das casas, das ruas, cômodos ou jardins, é feita por demarcações brancas no chão onde os personagens agem como se realmente houvesse paredes e objetos ali. Por isso que a princípio talvez vocês - que não assistiram - desanimem, mas sejam fortes. Passados os primeiros 40 min, tudo dá certo.
O filme de fato começa com a chegada de uma fugitiva chamada Grace que aparece no meio da noite, após terem se ouvido alguns tiros. Ela é acolhida por Tom, um escritor estacionado com medo de não ser bom o bastante, minerador da própria alma e um verdadeiro antropólogo da cidade. Inicia-se um dilema entre esconder Grace ou não na cidade, já que é procurada pela polícia e pelos gângsteres de quem fugia. O nada que eram as vidas dos cidadãos de Dogville é invadido por questões como; Por que se arriscar por uma desconhecida? E até que momento confia-se em um outro?
Os moradores a primeiro momento são os exemplos de pessoas paradas no tempo, com costumes e tradições tão enraizadas nelas mesmas que até esquecem-se de o quão triste estão suas vidas. Logo, Tom organiza uma reunião onde fora decidido que Grace ficaria por duas semanas, para então a decisão final seria dada. O plano do futuro casal era fazer Grace necessária para os moradores, com uma chance recebida ela dá a si mesma em troca.
Primeiramente ninguém precisava que ela fizesse nada, ao passo que ela decide começar a fazer o que não era necessário, e que ninguém mais faria. Em pouco tempo Grace invade o cotidiano e o pessoal de cada família, dividindo seu tempo para passar em todas as casas todos os dias sem exceção. A presença de Grace vira agradável e ela finalmente se faz necessária, ganha um salário e assim a deixam ficar.

Os moradores ilustram pessoas que ao se depararem com a possibilidade da chantagem, de terem o que lhe faltava naquela cidade, e de enfim serem mais do que alguém, desumanizam a figura – do outro - da moça. Grace perde seu valor, sua dignidade e por fim seu corpo. Sofrendo não só de abusos morais, ela é estuprada pela primeira vez. Tendo seu sagrado corrompido para sempre.
Em todos os personagens há uma clara deficiência de caráter e abstinência de algo em suas vidas, e seria Grace que deveria preenchê-los, como um pagamento pelo silêncio. A moça sai tanto do seu eixo para doar-se ao resto da cidade, para ajudar e fazer o que imagina certo, que perde todo o seu valor.
Quando as ações tomam dimensões não humanas e de completa insanidade para o espectador, Grace finalmente é delineada como arrogante por acreditar que é a única pessoa condescente com o resto do mundo, sabendo perdoar e relevar por causa das dificuldades que os outros passam.
De uma forma quase que inconsciente o espectador finalmente compreende tudo e chega junto com Grace à mesma conclusão; a necessidade de justiça com as próprias mãos. Colocando-se no lugar dos moradores percebe que eles não fizeram o suficiente, por nada ou ninguém e que alguém precisa puni-los para que não se repita com mais nenhum inocente. Para que aqueles não destrinchem o sagrado alheio novamente.
Eu me peguei na primeira vez em que assisti, de pé no sofá, gritando a plenos pulmões; "Mate-os! Mate todos eles! Nós precisamos de sangue!" Assim, sabe, eu não sou uma pessoa violenta. E nem gosto de sangue.
Talvez Lars Von Trier represente tão fielmente o ser humano, seus instintos e até onde pode chegar para sentir-se completo e satisfeito com o que julga lhe merecer, que parece ser improvável e insano aos olhos alheios. Mas a prova de que tudo isso se encaixa muito bem no nosso subconsciente é o ponto que atingimos no final do filme - olhe o meu exemplo, gente -, por sermos condescentes com Grace.
Sério, assistam. [Eu não contei tudo aqui, para não estragar]
Depois eu talvez poste o significado para sagrado.




